Por que o sofrimento existe?

Sofremos, originalmente, por causa da desobediência de Adão e Eva. Em seguida, como consequência dos nossos pecados e dos pecados da humanidade. Mas Deus, infinitamente misericordioso, está sempre diante de nós amoroso e paciente.

Diante da dor, nos vemos desafiados a dar respostas à nossa própria existência que são igualmente dolorosas. Quem – diante da perda de um ente querido ou face a uma enfermidade grave – não se pergunta o por quê das coisas? Tão natural quanto o questionamento é a condição do sofrimento. E Deus acolhe e espera por isso também. “[…] só o homem, ao sofrer, sabe que sofre e se pergunta o porquê; e sofre de um modo humanamente ainda mais profundo se não encontra uma resposta satisfatória”, Salvivici Doloris, 9.

São João Paulo II, na exortação sobre o sentido do sofrimento cristão [Salvivici Doloris] nos ensina que o mal – o sofrimento – revela uma ausência. “O homem sofre por causa do mal, que é uma certa falta, limitação ou distorção do bem. Poder-se-ia dizer que o homem sofre por causa de um bem do qual não participa, do qual é, num certo sentido, excluído, ou do qual ele próprio se privou.” (SD, 7).

Não há, evidentemente, nada que possamos fazer para anular a possibilidade de sofrermos. E isso não nos deve causar desespero ou revolta. Há dois modos de sofrer, segundo o santo: ativamente ou passivamente. Ou seja: permitindo que, pela graça, completemos os sacrifícios de Cristo na cruz ou amargando na falta de reconciliação e na arrogância.

Que a mansidão do Cristo na cruz seja um sinal eficaz de reconciliação e paz para cada um de nós que sofre.

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