Os santos juninos nos ajudam a lembrar a importância da fé em meio às comemorações culturais do mês de junho.
Com certeza, o mês de junho é um momento festivo e, dependendo da região, ele é mais forte, mobiliza a cidade, promove confraternizações e proporciona a alegria do povo. Que maravilha, uma vez que a vida se alegra através desses eventos!
Mas também a fé se renova, porque o mês nos recorda quatro santos muito importantes na vida da Igreja e na devoção popular, são eles: Santo Antônio, São João Batista, São Pedro e São Paulo.
E esses santos nos recordam que a verdadeira festa é o amor de Deus agindo em nossos corações, como agiu e continua agindo no deles por toda a eternidade, como diz Dom Pedro Cipollini (Bispo de Santo André).
Por isso, vamos unir alegria e fé nas festas juninas, através das celebrações a esses santos, e comemorar a cultura popular com espírito cristão.
Os santos juninos e o mês de junho
Atualmente, o mês de junho, no Brasil, nos lembra quadrilha, comida típica, músicas regionais, fogueira e muita festa. É um momento celebrativo, com diversas manifestações culturais e parece até que tudo começou em terras brasileiras.
No entanto, a festa junina tem uma origem pagã, no Hemisfério Norte, quando se celebrava o solstício de verão, o dia mais longo e a noite mais curta do ano, que marcava o início das colheitas.
E, com o passar do tempo, a Igreja agregou à essa tradição a comemoração do nascimento de São João Batista, por isso o nome: festa junina! Mais tarde, o calendário adicionou ao mês a festividade de Santo Antônio, São Pedro e São Paulo.
Agora, com a chegada dos portugueses ao Brasil, veio também o costume de homenagear os santos, mas com elementos das culturas indígenas e africanas presentes em nossas raízes. Portanto, os santos juninos trouxeram a fé e mais alegria às celebrações do mês.
Santos juninos são nossos intercessores!
Da mesma forma, como as festividades são grandes no mês de junho, a fé e a devoção popular também são intensas, mesmo porque os santos juninos são muito conhecidos e queridos pelo povo de Deus.
Vamos, então, fortalecer nossa experiência de Deus a partir do que cada um deles nos ensina:
Santo Antônio – celebrado em 13 de junho
Santo Antônio nasceu em Lisboa (Portugal), em 1195, e faleceu em Pádua (Itália), no dia 13 de junho de 1231. Foi primeiro um religioso agostiniano e, depois, tornou-se franciscano; chegou a conhecer São Francisco de Assis e com ele conviveu por um tempo.
Por causa de sua sabedoria, o santo de Assis o nomeou responsável pela formação dos frades; ele é o santo junino com maior apelo popular: santo dos pobres, acha as coisas perdidas e casamenteiro – porque ajudou moças pobres a encontrar dotes para casar.
Acima de tudo, santo Antônio era um homem de oração, amigo da Palavra, logo um místico! Ele nos ajuda a colocar Deus à frente de tudo através da oração! De fato, celebrar as festas juninas é mais seguro quando se reza antes e se coloca a vida sob os cuidados divinos.
Celebramos no dia 24 de junho São João Batista
São João Batista é um dos santos juninos mais desenhados na arte cristã. Ele é o profeta que se alimentava de gafanhotos e mel silvestre; usava uma veste de pele de camelo e um cinto. Nas suas representações, está quase sempre junto a um cordeiro para nos lembrar Jesus, o Cordeiro de Deus.
Além de que o nome João significa ‘Deus dá a graça’, foi o precursor de Jesus! É o único santo que comemora o seu nascimento – dia 24 de junho – e sua morte – 29 de agosto. Ele, também, tem o respeito do povo e são muitas as comunidades que o têm como padroeiro.
Agora, São João foi uma figura notável na história cristã. Suas qualidades são muitas, mas destacamos seu compromisso com a honestidade em tudo, começando quando disse que não era o Messias até dizer a Herodes que ele não podia se casar com a mulher do irmão.
O primo de Jesus, nos ensina a praticar a honestidade – uma qualidade rara na sociedade atual – nas pequenas e grandes situações da vida!
São Pedro e São Paulo – 29 de junho!
São Pedro e São Paulo encerram as comemorações dos santos juninos. Muitos não sabem por que se celebram os dois no mesmo dia! Na verdade, 29 de junho, é a possível data da morte dos dois e do translado das relíquias para os lugares santos.
Eles são dois pilares da Igreja – Pedro evangelizou os judeus e Paulo, os pagãos. Suas vidas são um grande testemunho para a Igreja primitiva. Pedro foi o primeiro Papa e Paulo, um grande evangelizador que levou a Palavra de Deus para muitas comunidades.
Logo, são dois grandes apóstolos e, como disse o Papa Bento XVI, não é possível vê-los separados porque eles são responsáveis pela difusão do cristianismo em Roma. Com relação à fé, o legado deles é imenso, mas vamos destacar apenas um:
A perseverança na fé – Pedro, apesar da aproximação com Cristo – teve muitos momentos de fraqueza, mas superou todos, até as três negações quando Jesus foi preso. E Paulo perseguia e ordenava a morte dos cristãos, mas foi conquistado por Deus.
Portanto, não importa qual seja a nossa fraqueza, um dia ela será superada se perseverarmos na fé, como nos ensinam esses dois santos juninos.
Como resultado, temos, através destes santos juninos, muitos motivos para celebrar a fé e renovar as forças, sem deixar de comemorar a cultura popular, porém de forma sadia e em comunidade.
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