Dia Internacional da Amizade: conheça 7 amigos santos

É bíblica uma das mais belas definições que podemos encontrar sobre a amizade: “um amigo fiel é refúgio seguro; quem o encontra, encontra um tesouro” (Eclo 6, 14-16). 

Tudo em nossa vida aponta para o outro, para a entrega e doação total de nosso ser. São João Bosco ensina que: “Deus nos colocou no mundo para os outros”. Portanto, cultivar e manter boas relações de amizade em nossa vida é algo essencial.

Com o intuito de promover uma “Cultura de paz e não – violência”, desde 2011 a ONU estabeleceu o dia 30 de julho como o Dia Internacional da Amizade. Um dos objetivos era também ressaltar a importância da amizade como um valoroso e nobre sentimento na vida dos seres humanos ao redor do mundo. 

Apesar de todos os países reunidos durante a Assembleia Geral, aderirem ao Dia Internacional da Amizade, nem todos comemoram na mesma data. No Brasil, por exemplo, costuma-se celebrar no dia 20 de Julho, como referência a chegada do homem na Lua, o que representa a união de todos os povos. 

Independente de qual seja a data escolhida para se dedicar um dia à amizade, o fato é que os amigos têm uma importância fundamental em nossa história e deve ser cultivada sempre; quanto mais uma amizade em Deus. Segundo Santa Catarina de Sena,“a amizade cuja a fonte é Deus, nunca se esgota”.

Nesse caminho de entrega, doação de si, compartilhamento de alegrias e dores, a primeira relação de amizade à qual somos chamados a desenvolver e possuir um laço profundo e íntimo é com Jesus.

Ele mesmo disse para os seus discípulos, “já não vos chamo servos, mas amigos” (Jo 15,15). E assim, convida a cada um de nós a caminharmos junto a Ele em direção à santidade.  

Ser amigo é se fazer presente, mesmo na ausência física. É saber com quem contar nos momentos bons, mas principalmente nos ruins.

Diversos são os relatos que podemos encontrar na Bíblia de amigos que se apoiaram, foram leais e viveram essa relação na gratuidade. Mas também, grandes santos testemunharam, com as suas vidas, o grande valor que a amizade possui.

Conheça 7 amigos santos para inspirar você a como cultivar e manter as suas relações de amizade. 

Santa Clara e São Francisco

Não foram poucas as pessoas que por diversas vezes confundiram a relação de amizade entre Santa Clara e São Francisco. 

O fato é que estes dois grandes amigos olhavam para a mesma direção, o céu. Desse modo, buscando encontrar a felicidade naquilo que não passa.

Ao contrário do que muitos pensavam, estes dois jovens eram perdidamente apaixonados por Jesus e por Sua vontade. 

Falando sobre a relação de Francisco e Clara, o Papa emérito Bento XVI, disse certa vez que “quando se encontram duas almas puras e inflamadas pelo mesmo amor a Deus, elas haurem da amizade recíproca um estímulo extremamente forte para percorrer o caminho da perfeição.”

Teresa de Ávila e São João da Cruz

Uma característica forte presente na espiritualidade de Santa Teresa, era o dom que ela  tinha de unir as pessoas. Era conhecida por ser uma mulher muito aberta às relações interpessoais. Para ela “a amizade com Deus e a amizade com os outros é uma mesma coisa, não podemos separar uma da outra”. 

Uma diferença de 27 anos separava  Santa Teresa de seu amigo, São João da Cruz. Quando Santa Teresa conheceu o jovem carmelita, logo se interessou por sua vida. Se aproximando a tal ponto que o convidou para acompanhá-la na reforma do Carmelo.

Santa Teresa definiu o jovem amigo como “uma das almas mais puras da Igreja”. Cada um à sua maneira, com suas particularidades próprias, nos ensinam como cultivar um caminho de intimidade e amizade com Deus, por meio da vida de oração.

São João Paulo II e Santa Teresa de Calcutá

A amizade entre esses dois grandes santos, iniciou-se muito antes deles se tornarem figuras públicas conhecidas globalmente.

Em Fevereiro de 1973, durante o 40º Congresso Eucarístico Mundial, em Melbourne – Austrália, o então cardeal Arcebispo de Cracóvia, Karol Wojtyla, se encontrou pela primeira vez com Madre Teresa.

Logo estreitaram os laços de amizade e se encontraram por diversas outras vezes. Madre Teresa chegou a definir uma das visitas que recebeu do amigo como, “o dia mais feliz de sua vida,” tamanho era o amor que tinha por ele.

Deus, que sempre foi o centro dessa relação, concedeu uma graça muito especial a São João Paulo II. Como Papa, ele pode abrir a causa da canonização de sua amiga, antes mesmo dos tradicionais 5 anos. 

Jônatas e Davi

Dos ricos testemunhos de amizade que as Sagradas Escrituras nos deixaram, encontramos no livro de Samuel, capítulo 18, a história de Jônatas e Davi e uma amizade envolvente.

Davi, um pastor de ovelhas perseguido pelo rei que se sentia ameaçado em seu trono real; Jônatas, o filho primogênito do rei, que abriu mão da sua majestade para Davi, porque “o amava com toda a sua alma” (1Sm 20,16).

A amizade entre eles foi verdadeira não apenas porque através dela eles se apoiaram mutuamente, mas porque essa amizade os envolveu em um compromisso com Deus. Um testemunho de lealdade que nem mesmo a morte foi capaz de destruir.

Beata Chiara Luce e Chiara Lubich

Chiara Badano tinha apenas 9 anos quando participou do primeiro encontro promovido pelo Movimento Focolare, cuja fundadora é Chiara Lubich. 

Foi então que a jovem, hoje beata, se apaixonou pelo ideal da unidade e decidiu se comprometer vivendo o Evangelho. 

De sua fundadora, amiga e mãe espiritual, ela recebeu o nome Luce, ‘Chiara Luce’ (‘Clara Luz’) é o nome que escolhi para você. Você gosta? É a luz do Ideal que vence o mundo. Eu o mando a você junto com todo o meu afeto…”

Chiara Luce era uma jovem comum. Gostava de patinar, de passear nas montanhas, do mar. Até que um dia, aos 17 anos, durante uma partida de tênis sentiu uma forte dor e logo foi diagnosticada com um grave câncer.

Enfrentou tudo com coragem, alegria e firmeza. Oferecendo todas as suas dores, costumava dizer: “Se é assim que quer Jesus, também eu quero”.

Santas Perpétua e Felicidade

Essas duas são exemplo de lealdade e fidelidade até o fim. E não apenas fidelidade uma a outra, mas principalmente a Cristo. Duas mulheres jovens, guerreiras, com histórias completamente diferentes uma da outra.

Perpétua era filha de uma família nobre e tinha um filho recém-nascido. Felicidade era escrava e estava grávida. Elas eram do norte da África e viviam em uma época de intensa perseguição aos cristãos. 

As duas foram condenadas à morte por não negarem a própria fé. Felicidade deu à luz um dia antes do dia da execução, como tanto havia pedido a Deus.

Contou com o apoio e presença de sua amiga até o fim. No dia marcado para a execução, elas foram jogadas em uma arena com uma vaca brava, e mesmo diante das investidas do animal, sobreviveram. 

Uma multidão acompanhava o “espetáculo”. No momento de maior provação de suas vidas, o apoio que ofereceram uma a outra foi fundamental na luta pela sobrevivência.

São Cosme e São Damião

A história destes santos mártires é tão surpreendente quanto a das jovens citadas acima. Isso porque, São Cosme e São Damião, além de amigos, eram irmãos gêmeos. 

Estiveram unidos desde a sua concepção até o momento de seus martírios. Como médicos, eram reconhecidos por possuir um coração extremamente generoso.

Se apoiavam na fé em Jesus para levar a cura não apenas do corpo, como também da alma, para os pacientes que atendiam. 

Viveram em uma época de intensa perseguição cristã e inúmeras foram as formas e tentativas de seus torturadores para assassiná-los. Sem abandonarem a fé católica, foram por fim decapitados em 303. Deixaram para todos um grande testemunho de fidelidade aos propósitos de Deus para suas vidas. 

Que estes testemunhos possam te inspirar a cultivar laços fraternos e verdadeiros de amizade. Celebre este Dia Internacional da Amizade com aqueles que caminham contigo. Compartilhe este conteúdo.

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