Mês Vocacional: celebrando o chamado de Deus

O mês vocacional é a celebração da vida! Você sabe por quê? O Papa Bento XVI nos diz assim:

“…não somos o produto do acaso irracional e sem sentido da evolução. Cada um de nós é fruto dum pensamento de Deus. Cada um de nós é querido, cada um é amado, cada um é necessário” (Bento XVI).

Com essa reflexão do Papa Emérito, percebemos o quanto nossa vida foi pensada por Deus do início ao fim. Não fomos jogados à mercê das situações da vida, mas, ao contrário, construímos nossa história sob a ótica do amor! Sim, somos amados por Deus.

Por isso, vida e vocação estão tão unidas, porque a nossa vida já começa cheia de sentido e, com o passar do tempo, descobrimos como torná-la mais feliz e útil. Assim, nossa primeira parada é: o que vida tem a ver com vocação.

Vamos descobrir neste post que preparamos em homenagem ao mês das vocações. Confira agora.

Vocação e vida – ponto de partida do mês vocacional

“Antes que no seio fosses formado, eu já te conhecia; antes de teu nascimento, eu já te havia consagrado” (cf. Jr 1,5).

Desde a nossa concepção, fomos chamados à vida. Basta lembrarmos a passagem que diz “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança” (cf. Gn 1,26-28). Há um “faça-se” sobre nós, um sim de Deus a nosso respeito.

Porém, o dom da vida não para aí, ela vem completa, cheia de graça, de sentido, principalmente com a semente da felicidade que se desabrocha à medida que a vida cresce e se desenvolve.

Portanto, somos chamados por Deus à vida: eis nossa primeira vocação; e com o batismo, à santidade; como também, à união com Deus, ou seja, somos predestinados à vida plena, do nascimento até a morte. 

Dessa forma, vamos cumprindo nossa vocação comum como filhos de Deus, em comunhão uns com os outros. No entanto, há também o chamado de Deus a percorrermos um caminho concreto, mais específico, uma vocação especial que necessita do nosso sim.

Ou seja, Deus nos deu o dom da vida gratuitamente, mas para que ela alcance a plenitude de sua realização, é necessário o nosso “sim”. Vamos descobrir para quais chamados Deus precisa da nossa resposta!

Vocação matrimonialprimeiro dom no mês vocacional

“Assim também: que a luz de vocês brilhe diante dos homens, para que eles vejam as boas obras que vocês fazem, e louvem o Pai de vocês que está no céu” (cf. Mt 5,14-16).

Mas o que é vocação matrimonial? “A vocação para o matrimônio está inscrita na própria natureza do homem e da mulher, tais como saíram das mãos do Criador”, diz o Catecismo da Igreja (CIC 1603).

Segundo a Igreja, o matrimônio está presente na história da vida humana do Gênesis ao Apocalipse. E quem sela esse pacto de amor com a humanidade é o próprio Deus em seu Filho Jesus Cristo, uma vez que Ele é o esposo da Igreja, que representa cada pessoa.

Dessa forma, o sacramento do matrimônio é uma vocação cuja meta é conduzir os esposos à doação total de suas vidas um ou outro, aos filhos e a Deus. É uma instituição fundamental para a sociedade e fonte de outras vocações, porque gera vida por excelência. 

Sendo assim, aqueles que são chamados à vocação do matrimônio colaboram com a geração de filhos e representam a Igreja doméstica na sociedade, participam da educação das novas gerações, tendo, como luz no caminho, a fé! 

Vocação sacerdotal – a representação de Cristo no mês vocacional

“Não foram vocês que me escolheram, diz o Senhor, mas fui eu que escolhi vocês” (cf. Jo 15,16).

Cristo não se contentou em dar sua vida pela salvação de todos, mas quis permanecer conosco através do Seu corpo e sangue. E para tornar isso possível, Ele criou a vocação sacerdotal e chamou homens para viverem esse dom em favor do Seu povo.

Portanto, o sacerdócio é um dos sinais do amor e fidelidade de Deus para com a humanidade. E, ao mesmo tempo, é um grande mistério, porque a capacidade de transformar o pão e o vinho em corpo e sangue foi confiada a pessoas frágeis com quaisquer outras. 

Mas para que essa vocação se materialize é preciso um “sim” que vai amadurecendo durante o período de preparação (no mínimo sete anos), começando no caminho de discernimento vocacional.

Segundo o Papa João Paulo II, o padre é um homem para o povo. Com essa simples frase ele explica que apenas um sacerdote corresponde a uma multidão; ele não vive para si; mas encontra sua identidade no inteiro serviço à humanidade.

Logo, a vocação sacerdotal é um dom incalculável do coração de Deus, de quem todas as demais vocações dependem, porque ela nos traz Jesus Cristo, o caminho, a verdade e a vida do gênero humano.

Vocação religiosa – modelo do Cristo pobre, casto e obediente

“A vida religiosa faz parte do mistério da Igreja. É um dom que a Igreja recebe do seu Senhor, e que oferece, como um estado de vida estável, ao fiel chamado por Deus à profissão dos conselhos” (CIC 926).

Entre as numerosas vocações que o Senhor suscita na sua Igreja, há uma em especial que testemunha a vida de Cristo tal como ela é: pobre, casta e obediente. E é o próprio Deus quem atrai homens e mulheres para entregarem suas vidas totalmente para Ele. 

Dessa forma, a vocação religiosa é uma das expressões mais fascinantes do mês vocacional e é representada pelos religiosos(as) presentes em diversas congregações, institutos e Ordens existentes na Igreja.

Assim, os religiosos enriquecem a Igreja e o mundo com inúmeras formas de vida: contemplativa, vida ativa a serviço do apostolado, vida consagrada a serviço dos mais pobres e tantos outros; e, ao mesmo tempo, estão presentes em todos os lugares do mundo representando Cristo e a Igreja, em benefício dos mais necessitados.

Vocação do cristão leigo

“Os Leigos são cristãos que têm uma missão especial na Igreja e na sociedade. Pelo batismo, receberam essa vocação que devem vivê-la intensamente a serviço do Reino de Deus” (Dom Orani Tempesta).

Segundo a Igreja, somos todos leigos, porque essa é a nossa primeira vocação pelo batismo. Assim, exercemos diversas missões, atividades e evangelizações junto à paróquia, à comunidade ou a alguma Instituição de que fazemos parte.

Sendo assim, a Igreja está cheia de leigos! Eles estão presentes nos movimentos, pastorais, liturgia, canto, nas secretarias, nas iniciativas sociais, seja como solteiros ou casados. 

E dessa forma, exercem sua missão e seu chamado diante de Deus e dos homens. A vocação leiga tem um enorme protagonismo na evangelização da sociedade pós-moderna e uma imensa responsabilidade de educar na fé as gerações que surgem todos os dias.

Agosto, mês vocacional!

Você sabia que, em 1981, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em sua 19ª Assembleia Geral, instituiu agosto como o Mês Vocacional? Isso para despertar a importância das vocações principalmente entre os jovens.

Dessa forma, cada domingo é dedicado a uma vocação específica: 1º Domingo – vocação sacerdotal; 2º Domingo – vocação religiosa; 3º Domingo – vocação Matrimonial; 4º Domingo – vocação Leiga.

E como falamos que vocação específica é um sim a Deus, vamos agradecer a cada pessoa vocacionada por sua resposta, coragem e fidelidade. E rezemos, como nos ensina a Igreja, por todas as vocações: 

“Jesus, mestre divino que chamastes os apóstolos para vos seguirem, continuai a passar pelos nossos caminhos, pelas nossas famílias, pelas nossas escolas. E continuai a repetir o convite a muitos de nossos jovens. 

Dai coragem às pessoas convidadas, dai forças para que vos sejam fiéis como apóstolos leigos, como sacerdotes, como religiosos e religiosas para o bem do povo de Deus e de toda a humanidade. Amém!” (São Paulo VI)

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