Santa Cecília: o que a vida dessa santa ensina aos músicos católicos?

Nascida em Roma, possivelmente no ano 150, Santa Cecília pertencia a uma família nobre. Desde o século XV, ela é considerada a padroeira dos músicos e da música sacra. Sua memória litúrgica é celebrada em 22 de novembro, no qual se comemora o dia da Música e dos Músicos. Sua vida de fé e amor a Deus tem muito que ensinar aos músicos católicos.

O amor a Deus deve ser vivido intensamente

Santa Cecília era cristã desde pequena, porém sua pouca idade não a impediu de viver intensamente sua fé e amor. Ainda criança, ela fez o voto de castidade, pois sua intenção era viver para amar unicamente a Deus e a Cristo.

Ao entrar na juventude, no entanto, Santa Cecília não contava com algo que pudesse pôr em risco o seu voto. Ela foi dada em casamento a um jovem chamado Valeriano. Ao saber da cerimônia, algo que costuma mexer com os ânimos de toda noiva, ao contrário lhe causou profunda tristeza. 

Não devemos desistir dos nossos propósitos na primeira dificuldade

Durante a cerimônia de casamento, Santa Cecília cantou: “Senhor, guardai sem mancha o meu corpo e minha alma, para que eu não seja confundida”. Seu gesto tocou profundamente a todos que participavam daquela celebração. Este breve canto ficou conhecido como a primeira canção de Santa Cecília.

Ainda nesse dia, ela chamou seu noivo, que era pagão, e contou a ele sobre o voto de castidade que havia feito. Santa Cecília falou a ele com tanta convicção sobre o amor de Deus e os ensinamentos de Cristo, que o jovem converteu-se ao cristianismo e recebeu o batismo. Compreendendo a promessa de sua esposa, ele prometeu respeitá-la em sua decisão.

Além de converter o esposo, também seu cunhado, ouvindo a respeito de Deus e de Cristo, e sabendo do voto de castidade de Santa Cecília, também aderiu à fé católica. Ele e Valeriano distribuíram todos os seus bens aos pobres.

Com o louvor a Deus é possível vencer os piores sofrimentos

Santa Cecília viveu no início do cristianismo quando a Igreja ainda era minoritária. Era uma época de forte perseguição aos cristãos, marcada pelo martírio daqueles que não renegavam a fé. E foi justamente isso o que aconteceu com o seu marido e seu cunhado, e mais tarde também com ela.

Santa Cecília não se rendeu à exigência do prefeito de Roma que ordenou que ela renunciasse a fé cristã e adorasse aos deuses pagãos. Diante dos soldados que deveriam torturá-la, Cecília começou a glorificar a Deus. Mais do que isso, ela começou a falar aos seus carrascos sobre as maravilhas de Deus. Maravilhados com uma mensagem que nunca tinham ouvido, os soldados se converteram imediatamente e desobedeceram as ordens recebidas.

Dias depois, Santa Cecília foi levada a julgamento e condenada a morrer sufocada no banheiro de sua casa. Mas, apesar da grande quantidade de lenha que os guardas colocaram no forno para superaquecer o ambiente, Cecília não sofreu qualquer dano. Milagrosamente ela foi protegida e nada lhe aconteceu.

Devemos cantar as maravilhas de Deus até o último sopro de vida

Furioso e irredutível, o prefeito ordenou que Cecília fosse, então, decapitada. Ela recebeu três golpes no pescoço, mas o carrasco não conseguiu arrancar sua cabeça, algo que fazia com facilidade. Santa Cecília passou três dias agonizando. Conversou e deu muitos conselhos a todos que foram vê-la. Por fim, pressentindo sua morte iminente, ela pediu para o Papa entregar todos os seus bens aos pobres e transformar sua casa numa igreja. Pouco antes de partir para a Casa do Pai, em seus últimos momentos neste mundo, sentindo que sua missão estava cumprida, Santa Cecília iniciou um canto, louvando as maravilhas de Deus.

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