7 coisas que você precisa saber sobre os arcanjos

A Igreja incentiva entre os católicos a devoção aos santos arcanjos. Inclusive, dedica a eles um dia especial dentro do calendário litúrgico. No entanto, a Angelologia, ou a teologia dos anjos, é pouco conhecida pelos fiéis. Pensando nisso, elencamos 7 coisas que você precisa saber sobre os arcanjos.

1. Fazem parte da nossa história de salvação

A existência dos anjos é uma verdade de fé cristã, testemunhada pela Sagrada Escritura. Arcanjos, e com eles todos os anjos, são criaturas divinas – seres espirituais – presentes na história da redenção humana. “Ei-los, desde a criação e ao longo de toda a história da salvação, anunciando de longe ou de perto esta mesma salvação”, afirma o Catecismo da Igreja Católica – CIC (n. 332). Eles estão a postos ao serviço do plano divino com diferentes funções: fecham o paraíso, protegem, salvam, seguram, comunicam, conduzem, anunciam e assistem os profetas (cf. CIC 332). A Bíblia narra que foi um Arcanjo, Gabriel, quem anunciou o nascimento de João Batista e do próprio Cristo (Cf. Lc 1,11-26).

2. São seres puramente espirituais

Anjos e Arcanjos não possuem corpos, embora “em determinadas circunstâncias, eles se manifestam de forma visível, devido à sua missão em prol dos homens” (cf. A participação dos anjos na história da salvação. João Paulo II. Audiência Geral de 6 de agosto de 1986). Por não possuir corpo, são seres imateriais e imortais. O Catecismo ainda explica que “enquanto criaturas puramente espirituais, são dotados de inteligência e vontade” e que “excedem em perfeição todas as criaturas visíveis” (Cf. CIC 330).

3. São divididos em ordem e graus

Na Bíblia encontramos apenas três nomes de Arcanjos (Rafael, Miguel e Gabriel), mas os anjos são citados também de maneira coletiva, qualificados como: serafins, querubins, tronos, potestades, dominações e principados. O Papa João Paulo II afirmou que, a partir dos textos bíblicos, podemos deduzir que estes seres são “agrupados em sociedade, subdividem-se em ordens e graus, correspondentes à medida de sua perfeição e à tarefa que lhes cabe” (A participação dos anjos na história da salvação. Audiência Geral de 6 de agosto de 1986).

4. Existe uma distinção entre Anjos e Arcanjos

Segundo o Dicionário Enciclopédico de Teologia, a palavra Arcanjo tem duas variantes: do grego arkhaggelos – primeiro/principal; do latim archangelus – anjo principal ou anjo da mais alta ordem. Os Arcanjos são enviados por Deus em missões de maior importância na história da salvação. Eles estão acima dos anjos, são anjos luminosos.

São Gregório Magno explica: “a palavra anjo indica o ofício, não a natureza” (Das Homilias sobre os Evangelhos, de São Gregório Magno, Hom. 34,8-9: PL 76,1250-1251). Ele ainda ressalta que são reconhecidos como anjos quando por eles é feito algum anúncio: “Aqueles que anunciam fatos menores são ditos anjos; os que levam as maiores notícias, arcanjos”. Cada pessoa, segundo a Tradição da Igreja, possui um particular Anjo da Guarda cujo empenho é para desviá-la do mal, encaminhá-la ao bem, defendê-la dos inimigos visíveis e invisíveis e conduzi-la ao caminho da salvação.

5. São amigos protetores muito próximos dos humanos

Na conhecida oração ao Anjo da Guarda, rezamos nos referindo ao anjo como nosso “zeloso guardador”. São Basílio Magno dizia que “cada fiel tem a seu lado um anjo como protetor e pastor para o guiar na vida” (Adversus Eunomium, 3), e o Catecismo afirma que somos acompanhados pelos Anjos e Arcanjos do início ao fim de nossas vidas (cf. CIC 336).

Na Bíblia Sagrada encontramos uma promessa de Deus: “O anjo do Senhor acampa em redor dos que o temem, e os salva” (Salmo 34,8). Santa Faustina Kowalska, uma religiosa polonesa, foi capaz de comprovar esta promessa. Ela possuía uma devoção tão forte aos Anjos e Arcanjos que conseguia vê-los. Em seu Diário Espiritual, por diversas vezes ela escreveu sobre as visões que teve. Certa vez, ela anotou: “Vi o Anjo da Guarda, que me acompanhou na viagem até Varsóvia e só depois de entrarmos no portão é que desapareceu” (Diário de Santa Faustina, n.490).

6. São obra da Misericórdia Divina

O padre Titus Kieninger, ORC, autor de diversas obras da Angelologia, ressalta que toda criação de Deus é um ato de puro amor e que, portanto, “devemos reconhecer o ato de criação como um ato de incompreensível misericórdia” e, mais ainda, que devemos atribuir toda a criação não apenas “à Onipotência Divina, mas, antes, à Sua Misericórdia” (Os Anjos no Diário de Santa Faustina. Ed. Apostolado da Divina Misericórdia).

É um gesto da misericórdia de Deus destinar a cada ser humano a companhia desses seres celestiais. Deus, que é rico em misericórdia, quer nos ajudar de todas as formas a seguirmos o caminho da salvação: “Não são todos os anjos espíritos ao serviço de Deus, que lhes confia missões para o bem daqueles que devem herdar a salvação?” (Hb 1, 14).

7. Glorificam a Deus a todo o momento

O Papa Pio X dizia que os anjos são “as criaturas mais nobres” da criação de Deus (Catecismo Maior n. 34), e o Catecismo explica que eles “são criaturas espirituais que glorificam a Deus sem cessar” (CIC, 350). Santa Faustina também comprovou isso. Ela escreveu: “novamente vi meu Anjo da Guarda a meu lado, absorvido em oração e contemplando a Deus” (Diário de Santa Faustina, n.490). O evangelista narra as palavras de Jesus: “Seus anjos no céu contemplam sem cessar a face de meu Pai que está nos céus” (Mt 18, 10). O Papa João Paulo II, explica que “este contemplar sem cessar a face do Pai é a manifestação mais alta de adoração a Deus” (A participação dos anjos na história da salvação. Audiência Geral de 6 de agosto de 1986).

Celebramos a memória dos santos Arcanjos no dia 29 de setembro. São Miguel, São Gabriel e São Rafael, rogai por nós!

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