Sacramento da Confissão: Um encontro com a Misericórdia Divina

Sabemos bem que os sacramentos da Igreja contribuem para a nossa santificação. Cada um deles (Batismo, Eucaristia, Crisma, Confissão, Unção dos Enfermos, Ordem e Matrimônio) atinge todas as etapas e todos os momentos importantes da nossa vida cristã. Eles dão à vida de fé origem e crescimento, cura e missão. 

No entanto, muitos ainda têm um certo temor de um sacramento bem específico: o da Confissão.

Seja por medo, por ansiedade ou por ter dúvidas sobre a maneira correta de se confessar, muitos acabam deixando de lado esse bem tão precioso para nós.

Se você se encaixa em uma dessas hipóteses, então precisa ler esse texto até o seu fim. 

Vamos recorrer ao Catecismo da Igreja Católica para obtermos essa resposta:

Por que devemos nos confessar?

“O pecado é, antes de mais, ofensa a Deus, ruptura da comunhão com Ele. Ao mesmo tempo, é um atentado contra a comunhão com a Igreja” (CIC 1440). 

Por isso, as Sagradas Escrituras nos apresentam esta orientação: “Confessai mutuamente vossos pecados” (Tiago 5,16). 

Um Sacramento de muitos nomes e de uma graça inestimável!

O Sacramento da Confissão é também chamado de Sacramento da Conversão, pois é uma resposta que damos ao apelo de Jesus à conversão. 

É chamado Sacramento da Reconciliação, porque por meio dele nos reconciliamos com Deus e com a Igreja e recebemos o Seu amor.

De acordo com o Catecismo, é também chamado “Sacramento da Penitência, porque consagra uma caminhada pessoal e eclesial de conversão, de arrependimento e de satisfação por parte do cristão pecador” (CIC 1423).

Além disso, é ainda chamado de Sacramento do Perdão, pois pela absolvição sacramental que recebemos do sacerdote, Deus nos concede o Seu perdão e a Sua paz. 

Por que a confissão deve ser feita a um padre?

Para algumas pessoas é mais fácil se abrir com um amigo e reconhecer a ele as próprias misérias e pecados. Isso porque o vê como alguém tão pecador quanto si mesmo. 

Além disso, quando se fala em confissão com um sacerdote, muitos sofrem uma espécie de bloqueio. Isso porque a pessoa do sacerdote emana santidade de vida – e como eu, tão pecador, vou ter coragem de me colocar diante de uma pessoa assim e revelar meus pecados?

Por isso se faz necessário dizer primeiramente duas coisas: 

Primeiro: o sacerdote não está ali, no momento da confissão, para te julgar, mas para te acolher, ouvir e orientar. Além de te conceder a absolvição dos pecados, o sacerdote vai também te dar conselhos importantes que te ajudarão a resistir ao pecado. 

Segundo: até mesmo o sacerdote mais santo nesse mundo tem também seus pecados, se arrepende, se confessa e recebe o perdão de Deus. Sim, os padres também se confessam! Por isso, deixe de lado essa impressão equivocada de que você não é digno de se colocar na presença de um sacerdote. Mais do que qualquer pessoa ele está preparado, pelo próprio Deus, a te ajudar na sua caminhada de santidade. 

Dito isso, vamos responder à pergunta: Por que devo me confessar com um padre?

Enquanto viveu entre os homens, Jesus tinha a autoridade, recebida de Deus, para perdoar os pecados (cf. Mt 9,6). Contudo, após sua ressurreição, ele transmitiu essa missão aos seus apóstolos:

“Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós. E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. ‘Aqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados; e àqueles a quem os retiverdes lhes são retidos’” (Jo 20,21-23).

Os apóstolos de hoje são os sacerdotes, portanto quando recorremos ao Sacramento da Confissão estamos respeitando essa sucessão definida pelo próprio Jesus. Ou seja, estamos recebendo o perdão diretamente de Jesus por meio do padre. 

Os benefícios da confissão

Além do perdão dos pecados, com o Sacramento da Confissão alcançamos muitos benefícios para a nossa espiritualidade. A partir do Catecismo (nº 1496), listamos:

–  a reconciliação com Deus, pela qual o penitente recupera a graça;
–  a reconciliação com a Igreja;
–  a remissão da pena eterna, em que incorreu pelos pecados mortais;
–  a remissão, ao menos em parte, das penas temporais, consequência do pecado;
–  a paz e a serenidade da consciência e a consolação espiritual;
–  o acréscimo das forças espirituais para o combate cristão.

Como fazer uma boa confissão?

Para uma boa confissão, além de compreender a importância desse sacramento é preciso fazer uma preparação e cumprir algumas condições. Veja abaixo um passo a passo!

# 1. Peça a unção do Espírito Santo. Ele nos conhece melhor do que nós mesmos, por isso vai te mostrar aqueles pecados que você pode ter se esquecido.

# 2. Faça uma lista com seus pecados e leve para o momento da confissão. Isso garante que você não deixará passar nenhum.

# 3. Peça a Deus a graça do arrependimento, pois não basta relatar seus pecados, é preciso ter um coração contrito, arrependido.

# 4. Busque o Sacramento da Confissão. Minutos antes, peça novamente ao Espírito Santo que te acompanhe nesse momento sublime de perdão e reconciliação. Confesse com contrição os seus pecados, ouça atentamente as palavras de orientação do sacerdote, e receba as graças de Deus.

# 5. Cumpra com rigor e amor a penitência que lhe foi concedida. 

Mutirão de Confissão na Basílica de São Miguel Arcanjo

Durante a Quaresma, a Basílica fará um mutirão para atender os penitentes que desejam recorrer a esse sacramento que nos põem em contato direto com a Misericórdia Divina. 

Observe as datas e horários e fique atento para não perder!

Dias 15 e 17 de Março – Noites da Misericórdia com mutirão de confissões (presença de diversos padres para atender o povo de Deus), das 19h às 21h na Basílica de São Miguel Arcanjo. 

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